
O Governo do Amazonas anunciou a ampliação do número de municípios prioritários no combate ao desmatamento e às queimadas ilegais. A Operação Tamoiotatá, que antes focava em nove cidades, passará a abranger 12 municípios a partir de 2026, incluindo a capital, Manaus, além de Itapiranga e Autazes. A decisão, anunciada durante o Workshop de Avaliação da Operação Tamoiotatá, alinha-se à atualização do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Amazonas (PPCDQ-AM) para o período de 2026 a 2028.
A inclusão de novas cidades, especialmente Manaus, reflete uma mudança nos critérios de priorização. Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a política ambiental agora considera dados de degradação florestal, além dos índices tradicionais de desmatamento e queimadas, exigindo uma atuação preventiva e integrada.
Avanços Estruturais e Tecnológicos
O fortalecimento da Operação Tamoiotatá também se deu por meio de avanços estruturais. A frota de veículos foi ampliada com a locação de 13 picapes, possibilitando a expansão das frentes de trabalho e a maior presença do Estado em áreas críticas. Essa melhoria logística permitiu duplicar o efetivo em campo, passando de aproximadamente 25 para 48 profissionais, o que, segundo o tenente-coronel Talisson Botelho, chefe do Departamento de Planejamento Integrado da Seagi, aumenta a capacidade de resposta e o monitoramento territorial.
Para garantir a comunicação em áreas remotas, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) adquiriu quatro unidades de internet via satélite Starlink e pacotes de dados para dispositivos SPOT X e SPOT Gen4. Esses equipamentos visam assegurar a conectividade e a segurança operacional das equipes.
Novos Parceiros e Fortalecimento da Prevenção
A integração interinstitucional foi ampliada com a inclusão oficial do Departamento de Perícia Técnica Ambiental da Polícia Civil do Amazonas na força-tarefa. A partir de 2026, o departamento atuará em campo e remotamente, contribuindo para a agilidade e qualificação das fiscalizações.
No enfrentamento às queimadas, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas implantou duas bases nos municípios de Apuí e Boca do Acre, por meio do programa Floresta em Pé. A iniciativa também incluiu a entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a contratação de brigadistas florestais, reforçando a estrutura de prevenção e resposta a focos de calor.
Sobre a Operação Tamoiotatá
A Tamoiotatá é considerada a maior força-tarefa contínua do Governo do Amazonas na repressão de desmatamento, queimadas e degradação florestal. Realizada anualmente desde 2021, a operação integra órgãos como a Sema, SSP-AM, Seagi, Ipaam, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Conta ainda com o apoio da Defesa Civil e de órgãos federais parceiros.
Os recursos para a Operação Tamoiotatá provêm do Programa Floresta em Pé, resultado de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, com investimento superior a R$ 33 milhões em ações de comando e controle no estado.
Com informações da assessoria


