Renato Rabelo, ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) por mais de uma década, faleceu neste domingo (15) aos 83 anos. A notícia foi confirmada pela sigla, que expressou “o sentimento de consternação de toda a militância comunista”.

Trajetória política e militância

Durante a ditadura militar, Rabelo foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) e militante da Ação Popular (AP). Em 1973, integrou o núcleo dirigente que promoveu a fusão da AP com o PCdoB.

Devido à perseguição política no Brasil, foi exilado na França em 1976, retornando ao país com a anistia de 1979. No exterior, Rabelo dedicou-se ao fortalecimento das relações do PCdoB com países socialistas, como China, Vietnã e Cuba.

Legado e reconhecimento

O PCdoB ressaltou em nota que “sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido”, enaltecendo suas “importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático”.

Renato Rabelo foi um dos articuladores, ao lado de João Amazonas, da Frente Brasil Popular, que lançou Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à presidência em 1989.

Diversas personalidades políticas lamentaram a morte. A ministra Gleisi Hoffmann (PT) destacou a militância de Rabelo em defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil, e sua resistência à ditadura, perseguição e exílio. A deputada Jandira Feghali (PCdoB) o descreveu como “um grande amigo, referência ideológica, política e de afeto”, e um dos “maiores construtores da história do Brasil”.

Com informações da Agência Brasil

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