
Após deixar a sociedade no Banco Master, Augusto Lima assumiu o controle do então Banco Voiter, rebatizado como Banco Pleno. Para tentar reposicionar a instituição, ele investiu cerca de R$ 160 milhões. Mesmo assim, o banco herdou aproximadamente R$ 6 bilhões em CDBs do Master, comprometendo sua saúde financeira.
Sem conseguir atrair novos recursos nem vender ativos no ritmo necessário, o Banco Pleno enfrentou dificuldades de caixa e passou a ter problemas para honrar compromissos com investidores.
Intervenção e liquidações
Desde novembro de 2025, o Banco Central do Brasil atua no desmonte do conglomerado liderado por Daniel Vorcaro, após identificar indícios de insolvência, fraudes contábeis e risco sistêmico.
Na primeira fase, foram liquidados o Banco Master, o Banco Master de Investimento, o Letsbank (depois BlueBank) e a corretora do grupo. Em janeiro de 2026, a CBSF DTVM e o Will Bank também tiveram as atividades encerradas, após bloqueios, inclusive com a Mastercard. Com o Banco Pleno, o total de instituições fechadas chegou a oito.
Impacto no FGC
A quebra do grupo provocou o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos. Cerca de R$ 41 bilhões foram reservados para ressarcir investidores em CDBs, LCIs e LCAs, dentro dos limites legais.
Recuperação judicial
A crise também atingiu empresas que tentaram assumir o controle do Master. O Grupo Fictor entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 4,2 bilhões, após fracassar na tentativa de aquisição.
A Justiça determinou o bloqueio de valores e bens do grupo, incluindo R$ 150 milhões e outros R$ 500 mil, relacionados a contratos não cumpridos.
O caso é considerado um dos maiores colapsos do sistema financeiro brasileiro recente, com impacto direto sobre investidores, instituições e o mercado de crédito.


