
O governo brasileiro manifestou o interesse em firmar uma cooperação estratégica com a Índia para a produção conjunta de medicamentos e vacinas. A iniciativa foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanha o presidente Lula em Nova Délhi para a cúpula sobre inteligência artificial.
A proposta de parceria abrange instituições públicas e empresas de ambos os países, com foco inicial na produção de medicamentos oncológicos e também de fármacos para o combate a doenças tropicais. A colaboração visa fortalecer a capacidade produtiva local e ampliar o acesso a tratamentos essenciais.
Ampliação de trocas e sistemas públicos robustos
Em encontros com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha destacou a intenção de aprofundar o intercâmbio de experiências em acesso gratuito aos serviços de saúde. Segundo o ministro brasileiro, a cooperação entre Brasil e Índia, ambos com sistemas públicos de saúde fortes e capacidade científica relevante no Sul Global, pode impulsionar a inovação e a produção local.
O Brasil convidou a Índia a integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, buscando posicionar ambos os países na vanguarda de uma nova agenda internacional de saúde. Essa agenda prioriza a produção local, a inovação e a cooperação solidária.
Saúde digital e inteligência artificial em pauta
A discussão entre as autoridades brasileiras e indianas também abordou a aplicação de tecnologias digitais e inteligência artificial na organização dos sistemas públicos de saúde. O ministro Padilha ressaltou que o intercâmbio em saúde digital tem o potencial de modernizar o Sistema Único de Saúde (SUS), expandir o acesso e qualificar o atendimento à população.
Outra proposta apresentada foi a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional. O objetivo é reunir evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.
Com informações da Agência Brasil


