
Dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal encerraram o ano de 2025 com o menor índice de desemprego já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o Brasil como um todo, a taxa de desemprego em 2025 ficou em 5,6%, o menor patamar da série histórica, conforme anunciado pelo IBGE no fim de janeiro. A pesquisa abrange pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação.
## Mínimas históricas alcançadas
Vinte e um estados e o DF atingiram suas menores taxas de desocupação em 2025. Entre eles, destacam-se Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%). O Amazonas foi o único a não apresentar queda, repetindo a marca de 8,4% registrada no ano anterior.
Rondônia, apesar de não ter atingido sua mínima histórica em 2025 (3,3%), apresentou o quarto menor índice do país, sendo sua menor taxa registrada em 2023 (3,1%).
## Desigualdades regionais e informalidade
Os dados consolidados de 2025 revelam que 12 unidades da federação ficaram abaixo da média nacional de 5,6% de desemprego, enquanto 15 superaram esse índice. Os três estados com maiores taxas de desocupação estão na região Nordeste.
A pesquisa do IBGE também evidenciou desigualdades na informalidade. Enquanto a média nacional foi de 38,1% em 2025, 18 estados registraram índices superiores, com destaque para as regiões Norte e Nordeste. A informalidade implica a ausência de direitos como cobertura previdenciária, 13º salário e seguro-desemprego.
## Rendimento médio do trabalhador
O Distrito Federal liderou o ranking de rendimento mensal do trabalhador em 2025, com uma média de R$ 6.320, impulsionado pela alta concentração de funcionários públicos. Oito estados e o DF superaram a média nacional de R$ 3.560. Os menores rendimentos médios foram registrados em estados do Nordeste, como Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284).
O analista da pesquisa, William Kratochwill, atribuiu a mínima histórica em 2025 ao “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.
Com informações da Agência Brasil


