
A economia brasileira apresentou um crescimento de 2,2% em 2025, na comparação com o ano anterior, segundo a prévia do Monitor do PIB divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este é o quinto ano consecutivo de alta, embora com uma perda de ritmo nos meses finais.
Desempenho setorial e investimentos
O consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, expandiu 3,6%. As exportações tiveram alta de 6,2% e as importações, 5,1%.
A taxa de investimento da economia atingiu 17,1%, o maior patamar dos últimos três anos.
Recordes monetários
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. O PIB per capita também atingiu um recorde, chegando a R$ 59.182.
Fatores que influenciaram o crescimento
Juros altos
A economista Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, apontou os juros altos como um dos motivos para a perda de força da economia em 2025. A taxa Selic, iniciada em 10,5% em setembro de 2024, subiu até 15% em junho de 2025.
O aperto monetário, com a Selic elevada, encarece o crédito e desestimula investimentos e consumo, embora tenha contribuído para o controle da inflação.
Tarifaço americano
A imposição de tarifas sobre o Brasil pelo governo dos Estados Unidos, a partir de agosto de 2025, também impactou as exportações brasileiras para o mercado americano. O governo dos Estados Unidos afirmou que a medida visava proteger sua economia.
Em novembro, o ministro Geraldo Alckmin calculou que 22% das exportações para os EUA estavam sujeitas às sobretaxas.
Perspectivas e dados oficiais
O Monitor do PIB é uma das prévias do desempenho econômico. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indicou uma expansão de 2,5% em 2025.
O resultado oficial do PIB será divulgado pelo IBGE no dia 3 de março.
Com informações da Agência Brasil


