O Brasil registrou 55 casos de mpox em 2026, segundo balanço do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), vinculado ao Ministério da Saúde.

De acordo com o órgão, a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados, sem indicação de aumento relevante de casos graves. A vigilância epidemiológica segue em monitoramento contínuo para identificar novos registros e interromper possíveis cadeias de transmissão.

O cenário é inferior ao de 2025, quando o país confirmou 1.056 diagnósticos. Naquele ano, a maior incidência foi entre homens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos. Também foram contabilizados dois óbitos associados à doença.

Apesar da redução no número de casos em 2026, as autoridades alertam que o vírus continua em circulação e exige atenção.

O que é mpox

A mpox, conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto e próximo, inclusive em relações sexuais. Também pode acontecer por contato com objetos contaminados, inalação de partículas respiratórias infecciosas — em situações específicas — e da mãe para o filho.

Os sintomas mais comuns incluem erupções cutâneas, lesões na pele, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. O quadro costuma durar entre duas e quatro semanas.

Ao apresentar sinais da doença, a orientação é procurar atendimento médico. No Brasil, a vacinação contra mpox começou em 2023, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial do imunizante Jynneos, também chamado Imvanex, produzido pela Bavarian Nordic. A aplicação é feita em duas doses, com intervalo de quatro semanas.

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