As taxas de juros médias para famílias e empresas continuaram a subir em janeiro deste ano, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC). Para pessoas físicas, a taxa média de juros alcançou 61% ao ano, um acréscimo de 0,9 ponto percentual (p.p.) no mês e de 6,7 p.p. em 12 meses.

Destaques nas operações para pessoas físicas

Uma das maiores elevações foi observada nas operações de cartão de crédito parcelado, com alta de 6,8 p.p. no mês e 17,7 p.p. em 12 meses, atingindo 194,9% ao ano. O crédito rotativo do cartão de crédito, apesar de um recuo mensal e anual, ainda apresenta a taxa mais elevada do mercado, em 424,5% ao ano.

Outras modalidades com alta em janeiro incluem crédito pessoal não consignado (+1,5 p.p.), financiamento para aquisição de veículos (+1,3 p.p.) e crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado (+1,2 p.p.).

Aumento dos juros para empresas

Para as empresas, a taxa média de juros situou-se em 25,2% ao ano no fim de janeiro, com acréscimo de 1,6 p.p. no mês e 1,1 p.p. em 12 meses. Esse desempenho foi impulsionado pelo aumento sazonal nas taxas de desconto de duplicatas e outros recebíveis (+0,9 p.p.), além de modalidades como capital de giro com prazo superior a 365 dias (+1,8 p.p.), cheque especial (+25,9 p.p.) e cartão rotativo (+63,9 p.p.).

Crédito direcionado e Selic

No crédito direcionado, com regras definidas pelo governo, a taxa média para pessoas físicas ficou em 11,2% ao ano, estável no mês. Para empresas, os juros subiram 0,8 p.p. no mês, totalizando 13% ao ano.

Considerando recursos livres e direcionados, a taxa média de juros das novas contratações de crédito chegou a 32,8% ao ano em janeiro, com um incremento de 0,7 p.p. no mês e 2,9 p.p. em 12 meses. Essa alta acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros, a Selic, que está em 15% ao ano, principal ferramenta do BC para controlar a inflação.

Saldo do crédito e inadimplência

As concessões de crédito em janeiro totalizaram R$ 651,5 bilhões, com aumento de 1,5% no mês. O estoque total de empréstimos atingiu R$ 7,115 trilhões, com redução de 0,2% em janeiro, mas alta de 10,1% em 12 meses.

A inadimplência geral ficou em 4,2% em janeiro, sendo 2,6% no segmento empresarial e 5,2% no crédito às famílias. O endividamento das famílias em dezembro foi de 49,7% da renda acumulada em 12 meses.

Com informações da Agência Brasil

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