O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quinta-feira (26) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) a contrair um novo empréstimo no valor de R$ 8 bilhões. Esta decisão complementa um financiamento anterior de R$ 12 bilhões, aprovado há dois meses, totalizando R$ 20 bilhões.

Financiamento com garantia da União

O novo empréstimo, assim como o anterior, será concedido por um consórcio de bancos e conta com a garantia da União. O Tesouro Nacional cobrirá eventuais inadimplências por parte dos Correios, assegurando a operação.

Novo sublimite no CMN

Os R$ 8 bilhões da segunda operação de crédito foram alocados em um sublimite específico criado pelo CMN. Este órgão é responsável por definir os limites de captação de crédito para entes públicos no sistema financeiro. Com essa inclusão, o limite total de crédito para entes públicos em 2026 foi elevado de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.

Remanejamentos para prioridades estratégicas

Além da criação do sublimite para os Correios, o CMN realizou remanejamentos em diversos limites e sublimites de contratações de estados e municípios. De acordo com o Ministério da Fazenda, essas realocações visam priorizar financiamentos para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e para parcerias público-privadas (PPP).

Mudanças nas operações de crédito

O CMN ajustou os limites para operações de crédito com e sem garantia da União. Tradicionalmente, esses limites são definidos em janeiro para os 11 meses seguintes. Contudo, devido à autorização do empréstimo inicial aos Correios, os limites para 2026 foram antecipados para dezembro de 2025.

Com informações da Agência Brasil

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