
A ONG Foro Penal informou que 673 presos políticos foram libertados na Venezuela desde 8 de janeiro, após o governo anunciar a soltura de um número significativo de detidos por motivos políticos.
Parte das liberações ocorreu após a aprovação de uma lei de anistia em fevereiro. Segundo a organização, 166 pessoas foram beneficiadas diretamente pela nova legislação.
Apesar das libertações, a ONG afirma que cerca de 508 presos políticos ainda permanecem detidos no país. Entre eles estão estrangeiros de diversas nacionalidades, incluindo argentinos, espanhóis, italianos, portugueses e colombianos.
Especialistas e organismos internacionais apontam que a lei de anistia pode representar um avanço, mas também levantam preocupações. Entre as críticas estão o fato de a medida não prever anistia ampla nem reconhecer oficialmente a responsabilidade do Estado por violações de direitos humanos.
O governo venezuelano, por sua vez, nega a existência de presos políticos e sustenta que os detidos respondem por crimes comuns. Organizações de direitos humanos seguem cobrando a libertação total das pessoas consideradas perseguidas por razões políticas.


