
Brasil – Nesta quarta (18/3), a deputada estadual de São Paulo Fabiana Bolsonaro (PL) pintou o rosto e parte do corpo de marrom durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSol) para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
A prática de pintar o rosto ou o corpo de preto é conhecida como “blackface” e é considerada racista por remeter a estereótipos históricos usados para ridicularizar pessoas negras.
Ela subiu ao plenário dizendo que faria um “experimento social” e começou a passar a tinta pelo rosto e pelos braços. A deputada disse que é uma mulher branca e passou a indagar que, se decidir se maquiar se passando por uma pessoa negra, ela se tornaria alguém que entende as causas dos negros. Seu argumento, segundo ela, é “mesmo me pintando de negra eu não posso cuidar das pessoas que sofrem o racismo”, conforme suas próprias palavras.
Ela continuou: “A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”.
A deputada foi interrompida pela colega Mônica Seixas (PSol) que solicitou a interrupção da sessão. “A gente está assistindo um caso de blackface no plenário da Assembleia Legislativa. É um caso de polícia. É racismo e transfobia”, disse a parlamentar. Seixas afirmou que vai levar o caso à Comissão de Ética da casa.
Durante a transmissão da sessão, internautas comentaram: “Racismo é crime”, “Blackface é crime”, “Racismo não é liberdade de expressão”.


