
O empresário Raphael Sousa Oliveira segue preso e em isolamento na Superintendência da Polícia Federal em Goiânia, após ser detido na quinta-feira (16) por suspeita de integrar um esquema que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. Em audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão dele e dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
Segundo a Operação Narco Fluxo, Raphael atuava como operador de mídia do grupo, sendo responsável por divulgar conteúdos e gerenciar crises de imagem dos envolvidos. As investigações indicam que ele recebeu cerca de R$ 370 mil de Ryan Santana dos Santos, apontado como principal beneficiário do esquema.
A PF também aponta indícios de ligação da organização com o Primeiro Comando da Capital. Para ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizaria apostas ilegais, rifas, criptomoedas, empresas de fachada e contas de terceiros.
Ao todo, foram cumpridos 33 dos 39 mandados de prisão em sete estados e no Distrito Federal. Além de Raphael, Ryan e Poze, os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão também foram presos.
A investigação teve início a partir da análise de arquivos de backup de Rodrigo Morgado, preso em 2025. Com o cruzamento de dados da nuvem e relatórios do Coaf, a PF conseguiu mapear a estrutura e os integrantes do grupo suspeito.


