
Brasil – Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos, que se apresentava como 3º sargento da Marinha, foi preso em flagrante por matar a tiros o vizinho, Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, nessa terça-feira (14/7) na área rural de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Carlos, também conhecido como “Carlim Gaiola”, será velado na tarde desta quarta (15/7), na mesma cidade.
O crime teria sido motivado por uma briga entre os vizinhos. Um vídeo que registrou o momento mostra a vítima saindo em um carro na área do condomínio e o sargento se aproximando da janela do veículo. O motorista desce, os dois homens entram em luta corporal, saem do campo de alcance da câmera e, em seguida, é possível ouvir quatro tiros.
Os disparos acertaram Carlos no abdômen. Ele chegou a ser socorrido por familiares e levado ao Hospital Regional de Betim, mas morreu.
Ao ser questionado sobre o que havia acontecido, o suspeito informou à Polícia Militar (PMMG) que agiu em legítima defesa e que a vítima havia invadido sua residência portando uma faca. Guilherme alegou que um ferimento superficial em sua mão direita foi provocado por Carlos.
O sargento entregou espontaneamente aos policiais um revólver calibre .22 com numeração suprimida e 31 munições do mesmo calibre. No entanto, durante a ocorrência, apresentou versões contraditórias sobre como os fatos teriam acontecido e que não sabia onde estavam os estojos das munições disparadas.
A esposa de Carlos Alberto informou à polícia que havia desavenças antigas entre os vizinhos e que o suspeito também mantinha frequentes conflitos com outros moradores da região.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que a perícia oficial compareceu ao local para realizar os primeiros levantamentos, identificar e coletar vestígios. O Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) está sendo lavrado pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital. O corpo de Carlos foi encaminhado ao Posto Médico-Legal do município para ser submetido a exames.
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O Estado de Minas tentou contato com a Marinha e aguarda resposta.
Histórico de violência
Guilherme Augusto foi interditado judicialmente em razão de esquizofrenia paranoide, psicose não orgânica, transtorno obsessivo-compulsivo e síndrome de burnout. Durante uma perícia realizada no processo de interdição, em 2021, declarou que já havia cumprido cinco anos de prisão após matar um desconhecido a facadas durante um surto psicótico.
O laudo pericial anexado ao processo de interdição relata que, após um surto psicótico, ele foi internado em hospital psiquiátrico. A perícia concluiu que ele possui incapacidade parcial para administrar sozinho os atos da vida civil, necessitando de acompanhamento permanente e tratamento contínuo com medicação.


