
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com um desfile que exaltou a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva e marcou posição política ao retratar Jair Bolsonaro como preso na avenida.
Com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola abriu o primeiro dia de desfiles, neste domingo (16), na Marquês de Sapucaí, narrando a história do presidente desde a infância até a chegada ao Palácio do Planalto.
O momento mais comentado do desfile foi a representação de Bolsonaro como o palhaço Bozo, em referência popular usada por críticos do ex-presidente. Em duas alegorias, o personagem apareceu atrás das grades: em uma delas, um integrante se debatia dentro de uma cela; na outra, um boneco gigante surgia encarcerado, usando tornozeleira eletrônica e roupa listrada, símbolo de presidiário na ficção.
A encenação reforçou o tom de crítica política da apresentação, associando o ex-presidente à ideia de prisão e punição, em contraste com a narrativa de superação e ascensão de Lula.
Além da provocação ao bolsonarismo, o desfile contou com artistas representando personagens da história do petista, como Dona Lindu e Marisa Letícia, reforçando o viés biográfico e emotivo da homenagem.
A apresentação consolidou a estreia da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial com forte repercussão política, colocando Bolsonaro “na cadeia” como um dos principais símbolos visuais do Carnaval 2026 no Rio.


