
A partir de 5 de março, o Amazonas intensifica as ações de combate ao sarampo e à rubéola com a realização do Dia S. A iniciativa, promovida pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), visa fortalecer a busca ativa por casos suspeitos e ampliar a cobertura vacinal em todos os municípios do estado.
Mobilização integrada para prevenção
Durante o período de 5 a 15 de março, a mobilização integrada buscará identificar casos suspeitos que possam não ter sido notificados. As ações incluem revisão de registros, monitoramento de atendimentos e investigação de sintomas compatíveis com as doenças. A articulação com escolas e outros setores da sociedade é fundamental para o sucesso da estratégia.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a preparação antecipada para o Dia S. “A Fundação vem atuando na organização dessa estratégia, promovendo reuniões para alinhar as ações de vacinação e de busca ativa. A proposta é que esse período de prevenção ocorra de forma coordenada, com equipes bem informadas e articuladas, ampliando a capacidade de resposta em saúde pública”, explicou.
Manter o Brasil livre do sarampo
A gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, relembrou que o Brasil reconquistou o certificado de país livre do sarampo em 2024. “O certificado foi alcançado a partir da intensificação das ações de imunização e do incentivo a estratégias como o Dia S, que aproximam a vacina da população e mobilizam os municípios. No entanto, manter esse reconhecimento exige continuidade e adesão à vacinação”, ressaltou.
Esquema vacinal recomendado
A vacinação é a forma mais eficaz e segura de prevenir o sarampo e a rubéola. A tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo SUS, protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Manter a caderneta de vacinação atualizada é essencial para a proteção individual e coletiva.
Faixas etárias e doses recomendadas:
- 12 meses: Primeira dose da tríplice viral.
- 15 meses: Tetra viral (amplia a proteção).
- Pessoas de 5 a 29 anos: Duas doses da tríplice viral (se não vacinadas ou com esquema incompleto).
- Pessoas de 30 a 49 anos: Uma dose da tríplice viral (se não imunizadas).
- Profissionais de saúde: Duas doses da tríplice viral (independentemente da idade).
Com informações da Agência Amazonas


