
O Banco do Brasil (BB) divulgou na noite de terça-feira (11) um lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, o que representa uma queda de 45,4% em comparação com o ano anterior. Segundo a instituição, as novas regras contábeis e o aumento da inadimplência, especialmente no setor do agronegócio, foram os principais fatores que influenciaram o resultado.
Para 2026, o banco projeta um cenário de recuperação, com expectativa de lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Uma das estratégias centrais para o próximo ano será o fortalecimento da liderança no segmento de crédito consignado para servidores públicos e o aumento da participação no mercado de consignado para trabalhadores do setor privado.
Aporte emergencial ao FGC
Em paralelo aos resultados financeiros, o conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor seu caixa, impactado pela recente liquidação do Banco Master. A medida visa garantir a liquidez do fundo, mantido por instituições financeiras para cobrir eventuais quebras e liquidações de bancos.
O Banco do Brasil anunciou que realizará um aporte antecipado de R$ 5 bilhões para recapitalizar o FGC. Essa ação, que corresponde à antecipação de cinco anos das contribuições anuais do banco ao fundo (estimadas em R$ 1 bilhão por ano), tem o objetivo de cobrir o rombo gerado pela necessidade de proteção aos clientes afetados pela liquidação do Banco Master.
Geovanne Tobias, vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB, explicou que a antecipação terá apenas um efeito de fluxo de caixa, com o recurso saindo da tesouraria do banco e sendo direcionado ao FGC. Além disso, o BB fará uma contribuição extraordinária anual de R$ 450 milhões a R$ 500 milhões para o fundo, elevando suas despesas financeiras.
Aprendizados e ajustes regulatórios
A presidente do Banco do Brasil ressaltou a importância de um FGC sólido como seguro para o investidor, mas alertou que o fundo não deve ser utilizado como argumento de venda de ativos. Ela também destacou que os eventos ocorridos em 2025 trazem importantes aprendizados para ajustes na legislação e regulação do setor.
“Nesse instante em que a gente identificou, o mercado identificou e o próprio regulador identificou falhas de um dos players, a gente precisa verificar exatamente quais foram essas falhas porque elas ocorreram e buscar corrigi-las”, afirmou a presidente, enfatizando a necessidade de diálogo entre os agentes para implementar as correções necessárias e evitar a repetição de falhas.
Com informações da Agência Brasil


