Uma bebê de apenas 1 mês e 20 dias foi internada após ser levada ao Hospital Municipal de Morrinhos, em Goiás, com diversas lesões pelo corpo e fraturas graves nos braços e na região da clavícula. O caso foi registrado na sexta-feira (31/7), e os pais da criança foram presos.

Exames de raio-X identificaram múltiplas fraturas ósseas, além de lesões e inchaços espalhados pelo corpo da bebê. Diante da gravidade dos ferimentos, a menina foi transferida para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde permanece internada sob os cuidados de uma tia. O estado de saúde da criança não foi divulgado.

Segundo o major Camargo, subcomandante do 36º Batalhão da Polícia Militar, o caso causou comoção entre os agentes que atenderam a ocorrência. “É um crime bárbaro”, afirmou o policial ao comentar a gravidade das lesões identificadas nos exames.

Suspeita de maus-tratos

De acordo com a Polícia Militar, o próprio pai levou a bebê ao hospital e relatou que ela estava sentindo dores. Após os exames apontarem a extensão dos ferimentos, a equipe médica acionou o Serviço Social, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.

Questionado pelos policiais sobre como as lesões teriam ocorrido, o homem não apresentou uma explicação considerada clara. Ele teria dito apenas que a filha estava na companhia de outras crianças.

Os pais foram presos em flagrante por suspeita de maus-tratos e encaminhados à delegacia de Caldas Novas. Durante os depoimentos, porém, surgiram versões diferentes sobre quem estava cuidando da bebê.

O pai afirmou à polícia que a criança havia ficado sob os cuidados de uma terceira pessoa enquanto ele e a companheira viajavam para Mato Grosso havia cerca de 13 dias. A mãe, por outro lado, declarou que a viagem teria durado apenas dois dias.

Após audiência de custódia, a mãe foi colocada em liberdade e responderá ao processo por maus-tratos. Já a prisão em flagrante do pai foi convertida em preventiva.

Ainda segundo o major Camargo, a mulher possui outros dois filhos, que atualmente estão acolhidos em um abrigo para menores. A investigação deverá apurar como as lesões foram provocadas e quem foi responsável pelos ferimentos.

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