O Bloco Bafo da Onça celebrou seus 70 anos de história com um desfile especial no Carnaval, marcando sua estreia nas ladeiras de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. A agremiação, fundada em 1956, apresentou uma bateria com mais de 100 ritmistas e uma parceria inédita com o Cacique de Ramos, fortalecendo a união entre blocos tradicionais do carnaval de rua carioca.

O Bafo da Onça, considerado o segundo bloco em atividade mais antigo do Rio, atrás apenas do Cordão da Bola Preta, tornou-se um símbolo do carnaval de rua e da cultura popular. A mudança para Santa Teresa é vista pelos integrantes como um retorno às origens e um momento de grande alegria.

“A primeira vez em Santa Teresa traz muita alegria e muita coisa boa”, afirma Rafa Manso, integrante do bloco. O presidente, Roberto Saldanha, conhecido como Capilé, que lidera o bloco há mais de 50 anos, expressou sua emoção em desfilar em um local que considera seu “quintal”.

O desfile também relembrou a reconstrução do bloco após um incêndio em 2020, que destruiu parte de sua sede, instrumentos e fantasias. A nova bateria foi adquirida com recursos de emenda parlamentar.

Parceria com o Cacique de Ramos

A colaboração com o Cacique de Ramos, antes considerado rival, mas agora um aliado, é um dos pontos altos da celebração. A aproximação se intensificou em 2025, quando a roda de samba do Cacique se apresentou na quadra do Bafo da Onça.

“Na realidade, nós nunca fomos rivais. Nós somos irmãos. Eles trazem uma ala para desfilar com a gente. Carnaval é festa”, reforça Saldanha.

Representatividade e Tradição

Personagens como a “oncinha”, interpretada por Rafa Manso, e a Rainha do Bafo da Onça, Chelen Verlink, que participa do bloco desde a adolescência, destacam a importância da família e da tradição na agremiação.

“O Bafo sempre foi um bloco família para mim”, explica Chelen, que hoje, aos 27 anos, ocupa o posto de Rainha após ter iniciado como princesa aos 13.

A união entre blocos tradicionais é vista como fundamental para fortalecer o carnaval de rua e atrair mais público, valorizando a riqueza cultural do Rio de Janeiro.

Com informações da Agência Brasil

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