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ECONOMIA

Bolsa despenca 3,61% e dólar pula para R$ R$ 5,39 com discurso de Lula

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Brasil – O Ibovespa despencava em 3,61% e foi negociado aos 107.475 pontos por volta das 17h17 desta quinta-feira (10/11). Este é o menor patamar para o índice desde 29 de setembro, quando encerrou o dia negociado a 107.664 pontos. Ainda nesta tarde desta, o dólar saltava 4,11%, sendo cotado a R$ 5,39. Este é o maior valor de cotação para a moeda norte-americana desde 26 de outubro, quando encerrou o dia a R$ 5,38.

Por volta das 14h34, o Ibovespa já registrava queda acentuada de 3,34% e foi negociado aos 107.748 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 2,94%, sendo cotado a R$ 5,33.

O presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assustou o mercado após atacar a segurança fiscal do país, colocando a questão social em primeiro plano. “Regra de ouro é garantir que nenhuma criança vá dormir sem tomar um copo de leite”, disse Lula no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede da transição de governo.

Questão sensível ao mercado, o teto de gastos voltou a ser objeto de questionamento de Lula, que contava com plateia repleta de parlamentares de 14 partidos. “Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gasto, é preciso fazer superávit e é preciso fazer teto de gasto?”, questionou.

Lula ainda afirmou que pretende ter uma “política fiscal séria”, mas elencou feitos de suas gestões anteriores. Ele não deu sinais sobre o que será feito a partir de 2023.

Como noticiou o Metrópoles, Lula confirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que fura o teto em, pelo menos, R$ 200 bilhões, será apresentada hoje.

Sinais trocados

Os rumos da política do governo Lula ainda são considerados “nebulosos” aos olhos do mercado. A escolha dos economistas que compõem o gabinete de transição também não contribuiu para a leitura das casas de investimentos.

O mercado comemorava Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central (BC) e um dos pais do Plano Real, e recebia um “banho de água fria” ao ouvir o nome de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, pai da “Nova Matriz Econômica”.

Fonte: Metrópoles

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