Em novo capítulo do escândalo do caso Benício, o Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) confirmou oficialmente que o registro profissional da técnica de enfermagem Raiza Bentes Praia está suspenso, por determinação judicial e decisão administrativa da própria autarquia.

A informação foi divulgada após questionamentos sobre o fato de o nome da profissional ainda constar como “ativo” em consultas públicas no site do conselho, o que gerou dúvidas sobre o cumprimento da medida.

A suspensão do exercício profissional foi determinada em dezembro de 2025, no contexto das investigações sobre a morte do menino Benício, ocorrida em Manaus no dia 23 de novembro. A criança morreu após receber adrenalina por via intravenosa durante atendimento hospitalar. Segundo a apuração, a via e a dosagem aplicadas não eram indicadas para o quadro clínico apresentado, o que provocou múltiplas paradas cardíacas.

Diante dos fatos, o juiz Fábio Olintho de Souza determinou a suspensão da atuação da técnica de enfermagem por 12 meses, além da imposição de outras medidas cautelares. A decisão também ordenou que o Coren-AM, o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) e as secretarias estadual e municipal de Saúde fossem comunicados para assegurar o cumprimento da medida.

Apesar da decisão, levantamentos recentes apontaram inconsistências nos sistemas dos conselhos. Enquanto o registro da médica Juliana Brasil Santos já aparece como suspenso, conforme determinação judicial, o nome de Raiza Bentes Praia ainda figurava como ativo em plataformas públicas, o que levantou suspeitas de possível falha administrativa.

Segundo o Coren-AM, a suspensão está em vigor, e as informações estão em processo de atualização nos sistemas oficiais.

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