
A defesa da médica Juliana Brasil Santos pediu à Justiça o afastamento do delegado Marcelo Martins do Inquérito nº 3472/2026, em Manaus, alegando “extrema gravidade” na condução do caso, com quebra de sigilo e tentativa de influenciar a opinião pública.
O pedido foi protocolado após entrevista do delegado, no dia 23, na qual, segundo os advogados, foram divulgadas informações sigilosas, incluindo dados do celular da investigada, coincidentemente no mesmo dia em que a irmã dela prestava depoimento.
A defesa acusa a autoridade policial de divulgar informações “distorcidas” para criar uma narrativa pública, especialmente após Justiça e Ministério Público negarem pedidos de prisão contra a médica.
Um dos principais pontos envolve um vídeo sobre o sistema hospitalar TASY. O delegado afirmou que Juliana teria encomendado um material adulterado para justificar erro médico. A defesa contesta: diz que não há perícia que comprove falsificação, nega pagamento pelo vídeo e aponta outras médicas como responsáveis pela gravação original.
Os advogados pedem o afastamento do delegado, investigação da Corregedoria por vazamento de dados e perícia técnica no material, com apresentação da cadeia de custódia das provas digitais.


