O Amazonas atravessa um período de chuvas intensas, que eleva o risco de transbordamentos de rios, alagamentos e enxurradas em áreas urbanas e rurais. Diante desse cenário, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) alerta, nesta quarta-feira (28/01), a população para a adoção de medidas preventivas essenciais, a fim de reduzir o risco de contaminação por águas contaminadas.

Entre as principais preocupações neste período está a leptospirose, uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira. A transmissão ocorre, sobretudo, pelo contato da pele ou das mucosas com água ou lama contaminadas pela urina de roedores, especialmente ratos. Mesmo pequenas lesões na pele podem facilitar a infecção, que tende a se intensificar em situações de alagamentos e enchentes.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, orienta que a população evite o contato com água de enchentes e lama. “Quem teve contato com alagação e apresentar febre, dor de cabeça, dores musculares, principalmente nas panturrilhas, ou mal-estar, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar ao médico sobre essa exposição”, destaca.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, a prevenção e o acesso à informação são fundamentais para reduzir o impacto das doenças associadas ao período chuvoso. “A adoção de medidas simples de proteção e a procura precoce pelos serviços de saúde fazem a diferença na redução de casos e na gravidade das doenças nesse período”, ressalta.

Medidas de prevenção

Quando não for possível evitar o contato com áreas alagadas, a orientação é utilizar botas, luvas ou sacos plásticos bem vedados nos pés e nas mãos. Também é fundamental manter alimentos e água potável devidamente protegidos, realizar a limpeza e desinfecção dos ambientes atingidos por enchentes com água sanitária e reforçar o controle de roedores.

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