
Na última segunda-feira (5), Jeanderson dos Anjos Nogueira, 44 anos, conhecido no submundo do crime como “Billy do Compaj”, foi preso nas proximidades do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. Considerado de alta periculosidade, ele foi condenado em maio a 74 anos de prisão. Já o irmão dele, Francisco Diego dos Anjos Albuquerque, o “Dieguinho”, recebeu pena de 89 anos, quatro meses e 17 dias. Ambos foram responsabilizados por homicídio e tentativa de homicídio ocorridos em 21 de novembro de 2012.
Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), os irmãos foram condenados por homicídio qualificado — por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas e para assegurar vantagem de outro crime — contra Marlondis Gomes Farias e Geovane Maciel da Silva, além de tentativa de homicídio qualificado contra Robert Farias Feitosa e Paulo Sérgio Nascimento Taveira. O ataque aconteceu por volta de 22h30, na esquina das ruas 70 e 67, no Conjunto Nova Cidade, zona norte da capital. Conforme o inquérito policial, vítimas e acusados pertenciam a facções rivais ligadas ao tráfico de drogas.
“Billy” possui um vasto histórico criminal e responde atualmente a pelo menos 10 processos, incluindo homicídio qualificado, tráfico de drogas, roubo, furto e porte ilegal de arma de fogo. Ele é associado diretamente a pelo menos 25 execuções relacionadas à disputa do tráfico em Manaus. Somados aos crimes atribuídos ao irmão, os dois são apontados como líderes de um grupo responsável por mais de 30 assassinatos na capital, atuando como braço executor de uma facção criminosa.
Em julho de 2022, “Billy” já havia protagonizado uma fuga cinematográfica da Fundação Hospital Adriano Jorge, na Cachoeirinha, zona sul, onde estava internado sob custódia. Ele escapou utilizando a técnica conhecida como “teresa”, amarrando lençóis para descer pela janela da unidade hospitalar.


