A Operação Erga Omnes, da Polícia Civil do Amazonas, revelou que o Comando Vermelho movimentou mais de R$ 70 milhões em um esquema que envolvia tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção com participação de agentes públicos dos três poderes.

Segundo o delegado Marcelo Martins, os valores foram identificados em uma investigação de quatro anos com base em relatórios do COAF, mostrando transações de altos valores feitas por servidores que colaboravam com a facção, fornecendo informações sigilosas ou facilitando a atuação do grupo no setor público.

A investigação apontou o uso de empresas de fachada nos ramos de transporte e locação, que davam aparência de legalidade às operações e garantiam a logística do tráfico, incluindo a importação de drogas da Colômbia para o Amazonas e distribuição a outros estados. Segundo o delegado, essas empresas não tinham atividade típica do setor e negociavam exclusivamente com traficantes e servidores públicos.

A operação identificou ramificações em Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí e São Paulo, evidenciando uma rede nacional de fornecimento, financiamento e distribuição de drogas. Com autorização judicial, dados de celulares foram extraídos, permitindo mapear conexões entre os investigados e detalhar a estrutura financeira e logística do grupo.

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