PIB brasileiro registra expansão de 2,3% em 2025, aponta IBGE

A economia brasileira apresentou um crescimento de 2,3% em 2025, marcando o quinto ano consecutivo de expansão. No quarto trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,1% em relação ao trimestre anterior. O resultado consolidado do ano alcançou R$ 12,7 trilhões em valores correntes.

O PIB per capita, que representa o valor do PIB dividido pela população, atingiu R$ 59.687, com um crescimento real de 1,9% descontada a inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tanto o PIB corrente quanto o PIB per capita registraram o maior patamar da série histórica iniciada em 1996.

Setores impulsionam crescimento

Na ótica da produção, todas as atividades econômicas apresentaram expansão, com destaque para a agropecuária. O setor foi impulsionado pelo aumento na produção e produtividade de culturas como milho (23,6%) e soja (14,6%), que atingiram recordes em 2025.

A indústria extrativa também teve um desempenho notável, com a extração de petróleo e gás colaborando para uma alta de 8,6% no valor adicionado do setor. A construção civil ficou estável, com um leve avanço de 0,5%.

O setor de serviços mostrou aquecimento, com crescimento em todas as suas ramificações. Informação e comunicação lideraram com 6,5%, seguidos por atividades financeiras e de seguros (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), entre outros.

Consumo e investimentos em alta

O consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, influenciado pela melhora no mercado de trabalho, aumento do crédito e programas de transferência de renda. No entanto, este desempenho representa uma desaceleração em comparação a 2024.

O consumo do governo apresentou alta de 2,1%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo, que representa os investimentos, cresceu 2,9%. O aumento na importação de bens de capital e o desenvolvimento de software foram fatores importantes para este resultado.

Contexto da política monetária

Apesar do crescimento econômico, a política monetária contracionista, marcada pela alta da taxa Selic para combater a inflação, atuou como um fator de desaceleração, especialmente no consumo das famílias. A taxa básica de juros foi elevada gradualmente até 15% ao ano em junho de 2025.

A Selic alta encarece o crédito e desestimula investimentos e consumo, tendo como objetivo principal o controle da inflação. Mesmo com essa pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual de taxa de desemprego já registrado, segundo o IBGE.

Com informações da Agência Brasil

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