O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a democracia está permanentemente ameaçada pelo assédio de “candidatos a ditadores” e elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento da tentativa de golpe ligada aos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita nesta quinta-feira (8), durante cerimônia no Palácio do Planalto em referência à data.

O evento marcou três anos das manifestações que culminaram em investigações e condenações, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão. Na ocasião, Lula vetou um projeto que previa a redução de penas para os condenados no âmbito do processo.

Em seu discurso, o presidente afirmou que os ataques de 8 de janeiro evidenciaram que a democracia não é uma conquista definitiva, mas um processo contínuo que exige vigilância constante. Segundo ele, a preservação do regime democrático só foi possível graças à firmeza das instituições, que garantiram julgamentos com transparência, imparcialidade e pleno direito de defesa aos acusados.

Lula também destacou que o julgamento dos envolvidos pelo STF seria uma demonstração da força da democracia brasileira, ressaltando que as condenações ocorreram com base em provas e dentro do devido processo legal.

Ao longo da fala, o presidente classificou os responsáveis pelos atos como inimigos da democracia e afirmou que tentativas de desestabilização foram derrotadas. Ele ainda voltou a criticar avaliações pessimistas sobre o país e disse que apostas no negativismo voltariam a fracassar.

Ao encerrar o discurso, Lula declarou rejeitar qualquer forma de ditadura, seja civil ou militar, e afirmou defender uma democracia exercida em nome do povo.

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