Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (25/3), de uma demonstração do “carro voador” na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. O evento ocorreu no mesmo contexto da apresentação do caça F-39E Gripen e reuniu autoridades civis e militares, além de executivos da indústria aeronáutica.

Também estiveram presentes nomes como o do ministro da Defesa, José Múcio, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e de representantes da Saab e da própria Embraer. A demonstração foi conduzida pela Eve Air Mobility, responsável pelo desenvolvimento do eVTOL, uma aeronave elétrica voltada à mobilidade aérea urbana.

O protótipo do carro voador está em fase de testes desde o fim de 2025 e já realizou diversos voos, principalmente em baixa velocidade, para verificar o funcionamento dos sistemas, das baterias e do controle da aeronave. O modelo usa motores elétricos, oito para decolagem e pouso na vertical e um para o deslocamento, e foi projetado para percorrer trajetos urbanos de até 100 quilômetros, com capacidade para quatro passageiros e um piloto, além de emitir menos ruído que helicópteros.

Fase de testes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (25/3), de uma demonstração do “carro voador” na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

O “carro voador” ainda está em fase de testes e depende de certificação da Anac e de órgãos internacionais.

A aeronave já acumula mais de 2,9 mil pedidos de reserva em diferentes países.

Estimativa de receita com essas encomendas pode chegar a US$ 14,5 bilhões.

A previsão é de início das operações comerciais nos próximos anos.

O projeto insere o Brasil em um mercado voltado à mobilidade aérea urbana, pensado como alternativa para reduzir congestionamentos nas grandes cidades e também envolve investimentos públicos e privados relevantes. O BNDES já aprovou cerca de R$ 1,2 bilhão em financiamento para o desenvolvimento e a futura produção das aeronaves, além de investimento direto de mais de R$ 400 milhões. Considerando outras linhas de apoio e incentivos à inovação, os recursos destinados ao programa ultrapassam R$ 1,4 bilhão.

A expectativa é que a produção em escala ocorra em Taubaté, também no interior de São Paulo, com potencial de até 480 unidades por ano.

Artigo anteriorNikolas Ferreira fala sobre PL que equipara misoginia ao racismo
Próximo artigoBolsonaro lista Flávio, ex-ministro e outros 6 como advogados autorizados a visitá-lo em domiciliar