
O escândalo que abala a Prefeitura de Manaus ganhou um novo e dramático capítulo com a prisão de Adriana Almeida, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas. Relatórios de inteligência financeira indicam transações milionárias ligadas ao esquema.
A detenção de Adriana, ocorrida durante a Operação “Erga Omnes”, joga luz sobre as conexões entre a administração municipal e as investigações que apuram a infiltração de facções criminosas no poder público.
Adriana Almeida, que já atuou como assessora parlamentar e em cargos de confiança na prefeitura, foi recentemente alvo de uma homenagem na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Um vídeo obtido por este portal mostra a ex-assessora recebendo uma honraria por seus “consideráveis serviços dedicados, compartilhando conhecimento com eficiência conceitual, técnico-administrativo, a qualificação dos serviços prestados a esta casa do ex-vereador, David Valente”.
A conexão de Adriana Almeida com o Prefeito David Almeida é reforçada por declarações de membros de sua base aliada. Em uma foto que circula nas redes sociais, o vereador Eduardo Assis, um dos nomes mais próximos ao prefeito na CMM, declara publicamente David Almeida como seu “amigo querido e líder político”. A homenagem a Adriana, portanto, não foi um ato isolado, mas um reconhecimento vindo do próprio grupo político que hoje sustenta a gestão municipal.

A prisão de Adriana Almeida ocorre no âmbito da Operação “Erga Omnes”, que mira uma complexa rede de corrupção e lavagem de dinheiro com supostas ligações com o Comando Vermelho (CV). Embora os detalhes específicos da participação de Adriana ainda estejam sob sigilo, sua detenção se soma à de Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete de David Almeida, reforçando a tese de que o crime organizado teria se infiltrado em cargos estratégicos da prefeitura.
As investigações continuam exigindo respostas claras da prefeitura e das autoridades competentes sobre a extensão da infiltração criminosa no poder público.


