As exportações brasileiras de ovos fecharam 2025 em níveis recordes de volume e receita, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Considerando ovos in natura e produtos processados, os embarques somaram 40 mil toneladas no ano, um crescimento de mais de 120% em relação a 2024, quando foram exportadas cerca de 18,5 mil toneladas.

A receita cambial também atingiu o maior patamar da série histórica, com US$ 97,2 milhões em 2025 — alta de quase 150% na comparação anual. Em 2024, o setor havia registrado US$ 39,2 milhões em vendas externas.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos, com 19,5 mil toneladas importadas ao longo do ano, um avanço superior a 800% frente a 2024. Na sequência aparecem Japão (5,1 mil toneladas, +230%), Chile (4,1 mil toneladas, -40%), México (3,1 mil toneladas, +500%) e Emirados Árabes Unidos (3 mil toneladas, +30%).

Desempenho em dezembro

No recorte mensal, dezembro manteve o ritmo positivo. As exportações alcançaram 2,2 mil toneladas, alta de 10% na comparação com o mesmo mês de 2024. Em valor, as vendas externas somaram US$ 5,1 milhões, crescimento de 18%.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho de 2025 reflete mudanças relevantes nos mercados compradores. Ele destacou a forte expansão das exportações para os Estados Unidos, movimento que perdeu fôlego após a imposição de tarifas, e a reorganização do setor com o avanço de novos destinos.

“O Japão, um mercado de alto valor agregado, ganhou protagonismo e passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, afirmou. Segundo a entidade, com os volumes registrados, as exportações superaram o equivalente a 1% da produção nacional de ovos, marco considerado relevante para a internacionalização do setor.

A expectativa da ABPA é de manutenção do fluxo exportador em níveis positivos ao longo de 2026, impulsionada pela consolidação da cultura exportadora, pelas condições climáticas do início do ano e pela proximidade do período de maior demanda da Quaresma, fatores que devem contribuir para o equilíbrio da oferta no mercado interno.

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