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Após inúmeros escândalos em 2025, o ano de 2026 começa com mais um episódio de falta de transparência na gestão do prefeito David Almeida. Apesar da obrigação legal de divulgar gastos públicos em tempo real, a Prefeitura de Manaus não tornou públicos os valores pagos aos artistas que se apresentaram no Réveillon, realizado no Complexo Turístico Ponta Negra e no Parque Amazonino Mendes (Alameda Alphaville), que teve como principais atrações a dupla Bruno & Marrone e a cantora Klessinha.

Até o final da tarde desta segunda-feira, não havia qualquer registro oficial informando os valores repassados às dezenas de artistas contratados. A prática repete o padrão da atual administração, semelhante ao que ocorreu no festival “Sou Manaus Passo a Paço”, em setembro de 2025, quando a Manauscult também deixou de divulgar os cachês.

Uma das “novidades” do evento foi a presença do colunista Leo Dias, que fez cobertura especial e entrevistou o prefeito. Assim como os demais contratos, o valor pago ao jornalista também permanece em sigilo.

Segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, a Manauscult reservou R$ 19 milhões para o Réveillon. Embora os dados oficiais não tenham sido publicados, estima-se que apenas as atrações nacionais tenham custado cerca de R$ 1,35 milhão. A rádio Nativa FM aponta que Bruno & Marrone recebem cachê de R$ 1,1 milhão, enquanto o show de Klessinha gira em torno de R$ 250 mil.

Este já é o terceiro ano consecutivo em que a Prefeitura de Manaus deixa de dar transparência integral aos gastos com contratações artísticas, estrutura e logística da festa da virada.

No dia 16 de dezembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) apontou “falhas” na prestação de contas do festival “Sou Manaus Passo a Paço 2025”. Um laudo técnico indicou falta de clareza na execução financeira do evento, cujo orçamento saltou de R$ 2 milhões, em 2022, para R$ 25 milhões em 2025. Embora o Tribunal não tenha suspendido os pagamentos, recomendou medidas urgentes para que a Prefeitura cumpra a Lei de Acesso à Informação (LAI), reforçando que a administração pública deve agir com razoabilidade, proporcionalidade e total transparência — algo que, mais uma vez, não foi observado na gestão de David Almeida.

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