
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania publicou nesta terça-feira (27) uma portaria que amplia a reparação financeira concedida à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) por perseguições sofridas durante o regime militar. A nova decisão prevê pagamento mensal de R$ 17.562,80, por tempo indeterminado, além de R$ 6,6 milhões em valores retroativos, calculados desde 21 de outubro de 1997.
O pagamento retroativo deverá descontar quantias já recebidas e seguir os critérios de atualização estabelecidos pela Justiça. A medida modifica uma decisão administrativa de 2025, quando a Comissão de Anistia reconheceu Dilma como anistiada política e autorizou uma indenização de R$ 100 mil em parcela única.
Dilma foi presa durante a ditadura
Dilma integrou a organização de resistência Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e foi presa em 1970, aos 22 anos. Ela permaneceu detida por cerca de três anos e, após deixar a prisão, mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde começou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística em 1975.



