Former Brazilian President Dilma Rousseff speaks during the First Meeting of Women of the Landless Workers Movement (MST) in Brasília, on March 7, 2020, on the eve of the International Women's Day. (Photo by Sergio LIMA / AFP)

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania publicou nesta terça-feira (27) uma portaria que amplia a reparação financeira concedida à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) por perseguições sofridas durante o regime militar. A nova decisão prevê pagamento mensal de R$ 17.562,80, por tempo indeterminado, além de R$ 6,6 milhões em valores retroativos, calculados desde 21 de outubro de 1997.

O pagamento retroativo deverá descontar quantias já recebidas e seguir os critérios de atualização estabelecidos pela Justiça. A medida modifica uma decisão administrativa de 2025, quando a Comissão de Anistia reconheceu Dilma como anistiada política e autorizou uma indenização de R$ 100 mil em parcela única.

Dilma foi presa durante a ditadura

Dilma integrou a organização de resistência Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e foi presa em 1970, aos 22 anos. Ela permaneceu detida por cerca de três anos e, após deixar a prisão, mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde começou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística em 1975.

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