Um levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar, solicitado pelo Ministério Público Federal, aponta falhas no atendimento a menores com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre 2022 e 2025. No período, a operadora Hapvida acumulou 4.660 reclamações por negativas ou demora na cobertura.

Do total, apenas 17% dos casos foram resolvidos com a prestação efetiva do serviço após intervenção da agência. Outros 2.221 registros foram encerrados por falta de retorno dos usuários, e 155 resultaram em multas.

Os dados surgiram durante um inquérito em Pernambuco, motivado por denúncia envolvendo uma criança com autismo. Embora o caso tenha sido arquivado em 2025 pelo subprocurador Luiz Augusto Santos Lima, segue em andamento uma investigação nacional sobre possível suspensão irregular de terapias.

Em nota, a Hapvida afirmou que os registros representam o fluxo normal de demandas administrativas e não indicam interrupção de tratamentos.

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