
Brasil – Um homem de 20 anos foi preso após invadir uma igreja e dar uma “voadora” na imagem de Nossa Senhora do Rosário, em Resende Costa, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais. O ataque ocorreu na noite de quarta-feira (7), justamente no dia dedicado à santa. Antes da agressão, o suspeito também teria tentado se aproximar da imagem de Nossa Senhora Aparecida em outra igreja do município.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o homem entrou pela sacristia da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, correu até o salão principal e atingiu a imagem, que estava sobre um andor preparado para as festividades religiosas. Com o impacto, a peça caiu no chão e sofreu danos. Castiçais e parte da ornamentação também foram atingidos.
A imagem danificada é do século 18, havia passado recentemente por restauração e está inventariada como patrimônio cultural de Resende Costa. Testemunhas relataram à polícia que o suspeito também teria feito ofensas contra a santa e o templo religioso.
Ainda conforme a ocorrência, o homem esteve anteriormente na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, onde era realizada uma novena, e tentou se aproximar da imagem. Ele teria sido impedido por pessoas que estavam no local.
Fiéis conseguiram conter o suspeito até a chegada da polícia. A Polícia Civil realizou perícia na igreja e confirmou a prisão por intolerância religiosa. O caso será investigado.
Nossa Senhora Aparecida no centro de polêmica política
O ataque ocorre em um período de forte repercussão política envolvendo Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Nas últimas semanas, publicações nas redes sociais atribuíram ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar da santa o título de padroeira do país caso fosse eleito.
A informação, porém, foi desmentida. Não há registro de uma proposta atualmente em tramitação que sustente a alegação, e Flávio Bolsonaro negou a intenção. O episódio provocou disputas nas redes sociais e levou a Justiça Eleitoral a determinar a remoção de publicações que associavam o candidato à suposta iniciativa.
Embora a polêmica política tenha ampliado o debate sobre religião e posicionamentos ideológicos, não há confirmação de que o homem preso em Minas Gerais tenha ligação com grupos bolsonaristas. A motivação do ataque deverá ser esclarecida pela investigação.
O episódio reacende a discussão sobre intolerância religiosa e respeito à liberdade de culto, especialmente diante de atos de violência contra símbolos considerados sagrados por milhões de brasileiros.



