O incêndio no lixão de Iranduba já dura 18 horas e a fumaça provocada pelas chamas voltou a atingir Manaus nesta sexta-feira (14). O fogo começou na tarde de quinta-feira (13), no Ramal do Janauari, no quilômetro 6 da rodovia AM-070, e a fumaça atravessou o Rio Negro.

A névoa encobriu pontos da capital, como o Porto de São Raimundo, na Zona Oeste, e a Ponte Rio Negro. Moradores de diferentes regiões de Manaus relataram forte cheiro de queimado e desconforto para respirar. Em comunidades rurais e ribeirinhas, famílias também afirmaram estar enfrentando dificuldades por causa da fuligem e da qualidade do ar.

Equipes do Corpo de Bombeiros do Amazonas atuam no combate às chamas, mas enfrentam dificuldades devido às características do material acumulado no local. O fogo consegue avançar por baixo dos resíduos e manter focos ativos mesmo quando não há chamas visíveis na superfície.

Além de controlar o incêndio, os bombeiros trabalham para impedir que o fogo alcance a vegetação próxima ao lixão. O clima seco e as altas temperaturas também contribuem para a propagação das chamas.

Moradores de Iranduba relataram nas redes sociais a necessidade de reforço com máquinas pesadas e caminhões-pipa para auxiliar no combate ao incêndio.

Este é o terceiro incêndio registrado no lixão desde 2025. O local funciona sem estrutura adequada para o tratamento dos resíduos e já foi alvo de vistorias da Defensoria Pública do Amazonas após denúncias relacionadas ao descarte irregular de lixo.

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