Brasil – Um homem de 39 anos foi preso suspeito de matar o próprio marido, Caio Henrique Ventura, de 21 anos, encontrado morto dentro de uma banheira de hidromassagem em um motel na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O crime aconteceu na madrugada de 1º de outubro, mas o suspeito só foi localizado e preso pela Polícia Civil na última quarta-feira (28).

A investigação conduzida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) trabalha com a hipótese de que a morte tenha sido motivada por interesses financeiros relacionados a seguros de vida contratados em nome da vítima.

Segundo informações divulgadas pela investigação, Caio possuía mais de três apólices de seguro, com indenizações que poderiam alcançar R$ 10 milhões. O marido seria o único beneficiário dos contratos e teria solicitado o pagamento das indenizações poucas horas depois da morte do jovem.

Versão apresentada pelo suspeito

Na noite de 30 de setembro, o casal chegou ao motel, localizado na Avenida Marquês de São Vicente. Por volta de 0h20 do dia seguinte, o homem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), alegando ter encontrado o companheiro desacordado dentro da banheira.

Em depoimento, ele afirmou que os dois estavam juntos na hidromassagem e que, posteriormente, teria se afastado para tomar banho em outro ambiente da suíte. Ao retornar, aproximadamente 20 minutos depois, encontrou Caio submerso na água.

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como morte suspeita, e o homem chegou a ser ouvido e liberado na condição de investigado.

Perícia encontrou indícios de violência

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram elementos que levantaram dúvidas sobre a versão apresentada pelo companheiro.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, exames periciais apontaram lesões nos dedos, mãos e antebraços da vítima, além de ferimentos na região da boca e hemorragias profundas no pescoço.

Outro detalhe chamou a atenção dos investigadores: a banheira ficava em um mezanino separado por uma estrutura de vidro, de onde seria possível visualizar o local a partir da entrada do banheiro onde o suspeito afirmou ter tomado banho.

A polícia também identificou que o investigado teria apagado os dados do próprio celular quando soube que o aparelho seria apreendido durante os procedimentos policiais.

Casamento era desconhecido pela família

Outro ponto levantado durante a investigação envolve a relação entre os dois. O casal teria se conhecido por meio de um aplicativo de relacionamentos e oficializado o casamento em junho deste ano.

A mãe de Caio, ouvida pelos investigadores, afirmou que desconhecia o relacionamento e que não sabia que o filho havia se casado. Ela também declarou não ter conhecimento sobre os contratos de seguro de vida.

O homem foi preso temporariamente durante uma operação policial na zona sul de São Paulo. Celulares, computadores e documentos foram apreendidos para auxiliar nas investigações.

O caso segue sob responsabilidade do DHPP, que apura as circunstâncias da morte e a possível motivação financeira. A suspeita ainda depende da conclusão das investigações e de eventual responsabilização judicial. A defesa do investigado não havia sido localizada nas informações divulgadas até a publicação desta matéria.

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