O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma, no fim deste mês, a agenda de viagens internacionais. O primeiro compromisso de 2026 está marcado para o dia 28 de janeiro, no Panamá.

No país centro-americano, Lula participa da abertura do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, promovido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). O evento ocorre nos dias 28 e 29 e reúne chefes de Estado e autoridades da região. Na viagem, o presidente também deve retribuir a visita oficial feita ao Brasil, em 2025, pelo presidente panamenho José Raúl Mulino.

Em fevereiro, antes do Carnaval, Lula fará uma breve agenda na Ásia. A primeira parada será em Nova Délhi, na Índia, onde terá encontros com o primeiro-ministro Narendra Modi e participará de um evento voltado à inteligência artificial. Em seguida, seguirá para a Coreia do Sul.

A intensificação das relações com países asiáticos tem sido uma estratégia do governo brasileiro, especialmente após o aumento de tarifas adotado pelos Estados Unidos durante o governo Donald Trump. Avaliação interna aponta que o mercado asiático ainda é pouco explorado pelo Brasil, o que abre espaço para a ampliação e diversificação das parcerias comerciais.

Em abril, Lula viaja à Alemanha para participar da Feira de Hannover, considerada a maior feira de tecnologia industrial do mundo. O Brasil será o país-parceiro do evento e deve levar uma comitiva numerosa, além de contar com um pavilhão próprio. O presidente costuma citar a feira em seus discursos e afirma ter lançado um “desafio” ao primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, ao comparar as emissões de gases poluentes dos combustíveis brasileiro e alemão.

A partir de maio, Lula deve concentrar sua agenda no Brasil, em razão da proximidade das eleições, nas quais será candidato à reeleição. A tendência é que ele não participe de eventos internacionais tradicionais, como a Assembleia Geral da ONU, em setembro, por coincidir com o período eleitoral.

Após as eleições, o presidente deve retomar as viagens ao exterior para participar das cúpulas do G20, nos Estados Unidos, e do Brics, na Índia, ambas previstas para novembro. No mesmo mês, ocorre a COP31, na Turquia, que marcará o encerramento da presidência brasileira da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

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