Mundo – O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, avaliou que este é um momento crucial na história da América Latina e que o ataque dos Estados Unidos, que prendeu o ditador Nicolás Maduro, foi “covarde e criminoso”. As falas de Gil ocorreram em reunião de ministros das Relações Exteriores no âmbito da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) neste domingo, 5.

“Quero denunciar um feito extremamente grave. O dia de ontem ficará marcado como uma data obscura na história. O governo dos EUA infligiu de maneira aberta à paz da região”, disse, ao ressaltar que Maduro é “presidente constitucional” do país. “Se é contra um presidente, é contra a soberania de seu povo”, acrescentou.

Para Gil, a ação não foi um “acidente”, mas sim um movimento “cruelmente planejado” e executado sem base no direito internacional. Ele também pondera que a ofensiva violou carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele também enfatizou que os EUA atingiram a vida de civis que não haviam participado de violências, o que implica na violação de direitos humanos, especialmente no direito à vida e integridade.

Gil disse que parte da gravidade da ação é porque ela havia sido advertida no ano passado. “A Venezuela alertou sobre a escalada militar perigosa no Caribe. Maduro disse que forças exteriores estavam pressionando a zona de paz latina”, afirmou.

“As máscaras caíram definitivamente. Esse ataque não é só contra a Venezuela, é contra a América Latina e Caribe. Amanhã pode ser contra qualquer país que tentar exercer sua soberania”. O ministro disse que a Celac não pode “ter dúvidas” do que fazer diante da situação e que os países devem dar “um passo a frente”.

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