
Manaus – Moradores foram às ruas de Manaus nesta quinta-feira (3) para protestar contra a Âmbar Energia Amazonas. Cartazes com críticas à concessionária foram exibidos durante a manifestação e chamaram a atenção de quem passava pelo local.
O protesto ocorre em meio a uma série de reclamações de consumidores sobre aumento considerado excessivo nas contas de energia, além de questionamentos relacionados ao fornecimento do serviço no Amazonas.
Em agosto, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) abriu uma apuração após receber diversas reclamações sobre aumentos expressivos nas faturas. A instituição cobrou explicações da Âmbar e afirmou haver indícios que poderiam apontar para irregularidades, além de destacar o princípio da modicidade tarifária.
Conforme relatos recentes, consumidores afirmam ter recebido faturas muito acima do histórico de consumo. Em um caso registrado em agosto, uma conta que normalmente ficava na faixa de 242 a 278 kWh foi contestada após cobrança de 939 kWh.
Outro consumidor relatou que uma conta que anteriormente era zerada em razão do benefício da tarifa social teria passado para centenas de reais e, posteriormente, ultrapassado R$ 1 mil. A empresa informou que abriu uma ordem de serviço para analisar o caso.
Além das contas, a concessionária também vem sendo alvo de cobranças relacionadas a interrupções no fornecimento. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) já instaurou procedimentos para apurar apagões e oscilações em municípios do interior. Em Anori, a Justiça determinou medidas para regularizar o serviço após relatos de interrupções constantes que se agravaram nos últimos meses.
Na Assembleia Legislativa do Amazonas, deputados também passaram a cobrar explicações da empresa sobre tarifas, apagões, investimentos e transparência. Uma audiência pública foi anunciada para discutir os problemas atribuídos à concessionária.
A Âmbar, por sua vez, afirma que a transferência do controle da distribuidora não provocaria aumento nas tarifas, destacando que os valores são definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e não pela empresa.
Até a publicação desta matéria, não havia informação oficial sobre a organização do protesto desta quinta-feira nem confirmação sobre uma pauta específica da manifestação.



