
O ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a manhã deste domingo em uma prisão federal nos Estados Unidos, após ser capturado por forças norte-americanas durante uma operação militar realizada na madrugada de sábado (3), em Caracas.
Segundo informações do governo dos Estados Unidos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos após uma ação que envolveu bombardeios por mais de uma hora na capital venezuelana e em áreas próximas.
A operação marcou o fim do terceiro mandato consecutivo e considerado fraudulento de Maduro (2025–2031), encerrando um ciclo de cerca de 18 anos no poder.
Após a captura, Maduro foi levado sob custódia para Nova York, onde chegou ao centro de detenção no fim da noite de sábado. Antes de ser encaminhado à prisão, o ditador passou pelo escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi submetido aos procedimentos de identificação. Imagens divulgadas por um perfil oficial da Casa Branca na rede social X mostram o venezuelano escoltado por agentes federais.
Em entrevista coletiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acompanha de perto os desdobramentos da crise venezuelana e disse estar avaliando os próximos passos para o país sul-americano. Segundo ele, Washington pretende administrar temporariamente a Venezuela por meio de um “grupo” em formação, até que haja uma transição de poder. Trump, no entanto, não detalhou prazos nem explicou como esse modelo funcionaria.
Ainda no sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. Segundo ela, o ex-presidente e a primeira-dama Cilia Flores, que também permanece detida, foram formalmente acusados de conspiração para narco terrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras.
Trump revelou ainda que assistiu à captura de Maduro em tempo real, por meio de transmissões feitas pelos agentes envolvidos na missão em Caracas. “Foi como ver um programa televisivo”, afirmou.
O presidente norte-americano disse também que a operação estava prevista para ocorrer quatro dias antes, mas acabou sendo adiada devido às condições climáticas. Segundo Trump, ele chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes da ofensiva, quando o então líder venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder.
‘Prisão dos famosos’
Agora, Maduro irá permanecer neste que é o único presídio federal de Nova York e que já abrigou diversos nomes famosos, seja de forma temporária ou após serem condenados.
A lista de quem já esteve na “prisão dos famosos” inclui nomes como o rapper Sean “Diddy” Combs, a socialite Ghislaine Maxwell — ex-companheira de Jeffrey Epstein — e o empresário Sam Bankman-Fried, fundador da corretora de criptomoedas FTX.
Também ficaram presos no local nomes envolvidos em investigações criminais de alcance global, como Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa.
Quem também foi detido no presídio foi o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin. Ele foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos em 2017, quando respondia a acusações de corrupção relacionadas ao escândalo da Fifa.
Ambiente rígido e restrito
Atualmente, o MDC Brooklyn conta com 1.336 presos. Segundo informações da Fox News, ainda não está definido se Maduro terá uma área reservada, já que é um chefe de Estado. Também não se sabe se ele terá condições especiais devido ao cargo.
Existe monitoramento 24 horas da cela no presídio federal, assim como restrição no contato com o mundo externo e protocolos rigorosos para as visitas.
As condições do Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn também são consideradas precárias.
Por enquanto, o que se sabe é que Maduro deve permanecer detido em lugar separado da esposa Cilia Flores e que será submetido a uma audiência de custódia dentro da unidade nesta segunda-feira (5).
Confira:


