View of the Amazonas Theater as smoke haze from fires in the Amazon rainforest blankets the area in Manaus, Amazonas State, northern Brazil, on October 13, 2023. Manaus, the main city in the Brazilian Amazon, has been suffocated since several days ago, when its two million inhabitants were engulfed by a toxic cloud formed by fires caused by "criminals", the environment ministry warned on Friday. (Photo by Michael Dantas / AFP)

A possibilidade de um novo El Niño no segundo semestre acende um alerta no Amazonas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 80% de chance de o fenômeno se formar entre junho e agosto, aumentando o risco de seca severa, queimadas e fumaça em Manaus e no interior do estado.

Nas últimas ocorrências intensas do El Niño, em 2023 e 2024, o Amazonas registrou recordes de focos de calor e enfrentou meses sob fumaça, com impactos na saúde da população, na navegação e até no transporte aéreo. Em 2024, o Rio Negro atingiu o menor nível já registrado em Manaus.

Diante do cenário, o Governo do Amazonas mantém a Operação Tamoiotatá para combate aos incêndios florestais e ampliou a estrutura do Corpo de Bombeiros, com novas bases, viaturas e equipamentos. Municípios também buscam apoio para reduzir o uso do fogo na atividade rural.

Especialistas alertam que a região precisa avançar em medidas de adaptação para enfrentar eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e seus impactos sobre comunidades, economia e meio ambiente.

Artigo anteriorMulher de 37 anos que fingia ser adolescente é investigada em cinco estados
Próximo artigoApós dois dias de buscas, jovem desaparecido em naufrágio é encontrado morto em Maués