A candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (11). Por unanimidade, os ministros da Corte rejeitaram o registro apresentado pelo empresário para disputar as eleições de 2026.

O julgamento ocorreu no plenário virtual do TSE. A relatora do caso, ministra Estela Aranha, defendeu o indeferimento da candidatura principalmente porque Marçal está inelegível até 2032.

A inelegibilidade é resultado de uma condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo por fatos ocorridos durante a campanha de 2024, quando Marçal concorreu à Prefeitura de São Paulo.

Naquele período, o empresário promoveu disputas nas redes sociais com promessa de premiações em dinheiro e pagamentos para apoiadores que divulgassem conteúdos relacionados à sua candidatura. A Justiça Eleitoral considerou a prática irregular.

O Ministério Público Eleitoral também questionou a situação partidária de Marçal. Segundo o órgão, ele não teria apresentado a comprovação necessária de filiação ao PRTB dentro do prazo legal de seis meses antes das eleições.

A chapa registrada pelo PRTB tinha Marçal como candidato a presidente e Leonardo Avalanche como vice. O empresário confirmou sua intenção de participar da disputa em 15 de agosto, data limite para o registro das candidaturas.

Em manifestação divulgada após o julgamento, a defesa de Marçal criticou a decisão e afirmou que o empresário enfrenta obstáculos por ter decidido se colocar à disposição para disputar a Presidência.

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