
Um passaporte que pertenceu a Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento em Portugal e entregue às autoridades brasileiras. A existência do documento, inicialmente divulgada pela imprensa e confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa e por Sônia Moura, mãe de Eliza, reacende questionamentos em torno da circulação da jovem antes de sua morte.
O passaporte teria sido localizado no fim de 2025, entre livros, em um imóvel alugado. O responsável por encontrá-lo, identificado apenas como José, levou o documento diretamente ao consulado brasileiro. Segundo relatos, o passaporte estava “escondido ou esquecido”, mas em local visível. Fontes oficiais ouvidas confirmam a autenticidade do documento e afirmam que não há registro de emissão de uma segunda via em nome de Eliza.
Sônia Moura disse estar ciente da descoberta, mas preferiu aguardar análises mais aprofundadas antes de comentar. O consulado confirmou ter recebido o passaporte na última sexta-feira (2) e informou o Itamaraty, que agora define os próximos procedimentos.
O documento registra a entrada de Eliza em Portugal em 2007, mas não apresenta anotação de saída do país. Ainda assim, em 2010 ela já estava no Brasil, quando foi assassinada — crime reconhecido pela Justiça e que levou à condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes. As investigações apontaram que Eliza foi mantida em cárcere privado em um sítio na Região Metropolitana de Belo Horizonte antes de ser morta. O corpo nunca foi localizado.
A descoberta do passaporte surge 15 anos após o crime e adiciona um novo elemento à história, ainda marcada por lacunas e mistério.


