
Na última terça-feira (28), Ângelo Carioca, professor de jiu-jítsu flagrado em vídeo agredindo um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no conjunto Ajuricaba, bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus, usou as redes sociais para apresentar sua versão sobre o caso. Apesar de reconhecer que “não foi feliz” em sua atitude, a justificativa gerou ainda mais repercussão.
No vídeo, Ângelo afirma que a confusão começou após presenciar o adolescente supostamente maltratando um cachorro. Segundo ele, agiu por impulso ao tentar defender o animal e, ao repreender o jovem, teria sido ofendido e ameaçado. O instrutor disse ainda que o adolescente afirmou que mataria o cachorro quando ele deixasse o local.
O professor também alegou que as imagens divulgadas mostram apenas parte da ocorrência. De acordo com sua versão, o contato físico aconteceu somente após ele ser atingido no rosto pelo adolescente e teve como objetivo apenas contê-lo, sem a intenção de causar ferimentos.
Sobre o fato de o jovem ser autista, Ângelo afirmou que desconhecia o diagnóstico e disse que não havia qualquer identificação que indicasse a condição. Ele ressaltou que trabalha com crianças, inclusive com alunos que possuem necessidades especiais, e encerrou o pronunciamento pedindo desculpas pela forma como reagiu.
A manifestação, no entanto, não reduziu a repercussão do caso. Nas redes sociais, internautas criticaram a conduta do professor e apontaram o uso desproporcional da força contra um adolescente. Também destacaram que, independentemente do diagnóstico, a vítima é menor de idade e que um profissional treinado em técnicas de imobilização deveria agir com maior controle emocional.
Até o momento, a família do adolescente não se pronunciou sobre as declarações de Ângelo Carioca.


