Na última sexta-feira (6), a professora de Direito e escrivã da Polícia Civil, Juliana Mattos de Lima Santiago, foi assassinada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula de uma universidade particular em Porto Velho, capital de Rondônia. O caso foi registrado como feminicídio.

O autor do crime, João Cândido da Costa Junior, tentou fugir após o ataque, mas foi contido no local e recebeu voz de prisão de um policial que estava na instituição. Ele foi encaminhado inicialmente a uma unidade de pronto atendimento e, em seguida, levado ao Departamento de Flagrantes. No sábado (7), passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e deve ser transferido para o sistema prisional, segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

Juliana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II. De acordo com a equipe médica, ela apresentava duas perfurações no tórax e uma laceração no braço direito.

Em depoimento à polícia, o estudante afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima há cerca de três meses e que se sentia emocionalmente abalado após o distanciamento recente e a falta de respostas às mensagens. Ele relatou ainda ter visto, em um aplicativo, uma publicação da professora ao lado do ex-companheiro, o que teria intensificado seu estado emocional.

Segundo o boletim de ocorrência, no dia do crime, o aluno aguardou ficar sozinho com Juliana em uma sala, iniciou uma conversa sobre o relacionamento e, após uma discussão, atacou a professora com golpes de faca. Para a polícia, o relato reforça os indícios de premeditação.

Em nota, o Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) manifestou profundo pesar e repúdio ao assassinato, informou que presta apoio à família e decretou luto institucional de três dias, com suspensão das atividades acadêmicas.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) classificou o caso como uma violência inaceitável e afirmou que atuará com rigor na apuração, reforçando o enfrentamento à violência contra a mulher e nos ambientes educacionais.

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