O mundo acompanha a ação de enfrentamento ao narcotráfico dos Estados Unidos sobre a Venezuela neste sábado, 3/1, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. Pré-candidato ao Governo do Amazonas, a Professora Maria do Carmo (PL) disse que a medida é uma resposta a um poder opressor e que não escuta seu povo.

“Durante anos, muita gente fingiu não ver o que acontecia por lá. Chamaram de exagero, de narrativa, de disputa ideológica. Enquanto isso, milhões de venezuelanos fugiam para sobreviver. Famílias inteiras atravessando fronteiras com filhos no colo, deixando tudo para trás porque um presidente decidiu que se manter no poder era mais importante do que o próprio povo”, avaliou.

A pré-candidata também destacou a proximidade da Venezuela com o Brasil, o que fez com o país recebesse milhares de refugiados venezuelanos, que deixaram tudo pra trás para fugir da fome e do medo.

“Vieram porque faltava comida, faltava remédio, faltava liberdade. Ditadura não é conceito distante. Ditadura é fome, medo e silêncio imposto no dia a dia”, afirmou Maria do Carmo, que fez uma alerta e comparou o coronelismo imposto por políticos do Amazonas ao povo, principalmente no interior do Estado.

“A velha política no Amazonas também age como uma ditadura. Centraliza poder, sufoca alternativas, tenta se eternizar e reage com agressividade quando é questionada. Mas nenhum sistema construído à base do controle resiste quando as pessoas começam a enxergar”, defendeu.

“Não é radicalismo. Não é discurso vazio. É cansaço acumulado de quem foi ignorado por tempo demais. Assim como na Venezuela, o povo do Amazonas não quer tutela, quer voz, respeito e futuro. E quando um povo decide falar, não há poder que consiga calar”, finalizou a Professora Maria do Carmo.

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