
A entrada em operação de 34 novos radares de fiscalização eletrônica em Manaus, neste domingo (1º), tem gerado desconfiança e insatisfação entre motoristas da capital. Os equipamentos, instalados pela Prefeitura por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), ampliam para 61 o número de radares em funcionamento na cidade, mas reacenderam críticas sobre uma suposta “máfia das multas”.
Conhecidos popularmente como “corujinhas”, os radares são reprovados por boa parte dos condutores, que questionam a real finalidade da ampliação. Para muitos motoristas, a medida tem caráter mais arrecadatório do que educativo, aumentando o temor de penalizações excessivas e autuações consideradas injustas.
A Prefeitura afirma que o objetivo da instalação é reduzir acidentes de trânsito, especialmente os causados por excesso de velocidade. Além disso, os equipamentos também irão registrar avanço de sinal vermelho, parada irregular sobre a faixa de pedestres e desrespeito às restrições de circulação em vias com controle de eixo para veículos pesados.
Apesar do discurso oficial de segurança viária, a falta de campanhas educativas e de transparência sobre a localização e os critérios de fiscalização dos radares reforça a percepção negativa da população, que vê a ampliação como mais um instrumento de punição ao motorista manauara.


