Desde a última sexta-feira (13), mais de mil pessoas foram resgatadas por salva-vidas nas praias do estado do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros intensificou a presença de agentes em todo o litoral, antecipando o aumento significativo de banhistas devido às celebrações de carnaval. Para otimizar o atendimento, muitos salva-vidas estão atuando em postos móveis, permitindo a realocação conforme o fluxo de pessoas e as condições do mar. O uso de drones com câmeras de alta resolução e térmicas também tem auxiliado na localização rápida de pessoas em emergência.

Orientações para um banho de mar seguro

O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, ressalta a importância de observar as sinalizações de perigo nas praias. A recomendação é mergulhar apenas em áreas com bandeira verde e próximas aos postos de salva-vidas.

O que fazer em caso de corrente de retorno

As bandeiras vermelhas geralmente indicam a presença de valas e correntes de retorno, locais que devem ser evitados para o mergulho. Caso seja pego por uma corrente de retorno, a orientação principal é nadar para os lados, paralelamente à costa, até conseguir sair da força da corrente e retornar à área rasa com a ajuda das ondas. Para quem não sabe nadar, o sinal de alerta deve ser feito acenando com os braços, pois os guarda-vidas são treinados para identificar e responder rapidamente a esses pedidos de socorro.

Riscos associados ao álcool e banho noturno

O tenente-coronel Contreiras enfatiza que a ingestão de álcool e o mergulho são incompatíveis. O álcool compromete o equilíbrio e os reflexos, aumentando drasticamente o risco de afogamento. O banho noturno também é desaconselhado mundialmente devido à visibilidade reduzida, que eleva consideravelmente as chances de incidentes.

Cuidado com áreas rochosas e encostas

Além disso, Contreiras alertou sobre os perigos em áreas com pedras e encostas. O mergulho a partir desses locais pode resultar em lesões graves e até afogamento. Mesmo pessoas que se aproximam dessas áreas por curtos períodos, como para tirar fotos, correm o risco de quedas ou de serem arrastadas pelas ondas.

Com informações do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro

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