A partir desta segunda-feira (23), os 92 municípios do Rio de Janeiro iniciam a aplicação da nova vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) distribuiu 33.364 doses, sendo 12.500 destinadas à capital.

Prioridade para a Atenção Primária

Conforme o Ministério da Saúde, a estratégia inicial visa imunizar trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão vacinados médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem, odontólogos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais, farmacêuticos, agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, além de trabalhadores administrativos e de apoio.

Nova Vacina e Preocupações Sanitárias

A vacina, de dose única, protege contra os quatro sorotipos da dengue. No Rio de Janeiro, os tipos 1 e 2 são os mais comuns. No entanto, a possível reintrodução do sorotipo 3, ausente no estado desde 2007, gera preocupação nas autoridades sanitárias devido à vulnerabilidade da população.

Situação Epidemiológica e Alerta Pós-Carnaval

Até 20 de fevereiro de 2026, o estado registrou 1.198 casos prováveis de dengue e 56 internações, sem óbitos confirmados. Chikungunya e zika também são monitoradas. Apesar dos indicadores atuais, a SES-RJ reforça o alerta para o período pós-carnaval, com chuvas intensas e calor favorecendo a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A circulação de turistas também aumenta o risco de introdução de novos sorotipos.

Prevenção Contínua é Fundamental

A recomendação é que os moradores dediquem ao menos dez minutos semanais para eliminar focos do mosquito, verificando caixas d’água, limpando calhas, colocando areia em vasos de plantas e descartando água parada.

Vacinação Anterior e Estratégias de Saúde

Desde 2023, o Ministério da Saúde também oferece a vacina Qdenga, com mais de 758 mil doses já aplicadas no Rio de Janeiro. A secretaria estadual investe na qualificação da rede assistencial e desenvolveu uma ferramenta digital para uniformizar o manejo clínico da dengue. O Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ) teve sua capacidade ampliada para até 40 mil exames mensais, incluindo diagnóstico de zika, chikungunya e febre do Oropouche.

Com a nova vacina, o estado intensifica a estratégia integrada de imunização, vigilância e prevenção para evitar a sobrecarga da rede de saúde.

Com informações da Agência Brasil

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