O número de assaltos a ônibus do transporte coletivo de Manaus caiu 70,08% no primeiro quadrimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). Apesar da redução apontada pelas estatísticas oficiais, passageiros e moradores contestam os números e afirmam que a insegurança dentro dos coletivos ainda é frequente em diversas zonas da capital.

De acordo com o levantamento do Sinetram, foram registrados 51 roubos entre janeiro e abril deste ano, contra 213 casos no mesmo período de 2025. Os prejuízos financeiros das empresas também diminuíram, passando de R$ 19 mil para R$ 5,6 mil.

Os dados mostram que ocorreram 11 assaltos em janeiro, seis em fevereiro, 11 em março e 23 em abril — mês com maior número de ocorrências. A empresa Integração Transportes foi a mais afetada, acumulando cerca de R$ 3,3 mil em prejuízos.

Ainda conforme o relatório, as linhas 130 e 126 lideraram os registros de crimes em abril, com quatro ocorrências cada.

Entre as áreas com maior incidência de roubos aparecem a Avenida do Turismo, com seis casos, e a Avenida Cecília Meireles, com quatro registros, ambas na zona oeste de Manaus. A Avenida Rodrigo Otávio e a Avenida Getúlio Vargas também figuram entre os pontos mais afetados.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), que incluem outras empresas do sistema de transporte coletivo, apontam cenário semelhante. Segundo a pasta, foram registradas 174 ocorrências entre janeiro e abril de 2025, contra 50 casos no mesmo período deste ano, indicando uma redução de 71,26%.

Mesmo com os números apresentados pelos órgãos oficiais, usuários do transporte coletivo questionam a realidade apontada pelas estatísticas e relatam medo constante de assaltos, principalmente durante a noite e em linhas que circulam por áreas consideradas mais perigosas da cidade.

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