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Tropical Hotel deve voltar a funcionar em 2022 com oferta de mil empregos em Manaus

Considerado como um dos hotéis mais luxosos da Amazônia em seu auge, o Hotel Tropical veio a falência e deixou de receber visitantes em maio de 2019.

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O Tropical Hotel deve voltar a funcionar a partir de julho de 2022, segundo anunciou o grupo Fametro, que arrematou o empreendimento em um leilão em novembro de 2020. A expectativa é que sejam gerados mil vagas de empregos diretos com a reabertura.

Considerado como um dos hotéis mais luxosos da Amazônia em seu auge, o Hotel Tropical veio a falência e deixou de receber visitantes em maio de 2019, em razão de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. O hotel foi leiloado por mais de R$ 91 milhões. Anteriormente, o imóvel já havia recebido ofertas de compras por outras três empresas, que desistiram do arremate.

Atualmente, o projeto de reforma do local está em andamento. De acordo com a reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair, a expectativa é que as obras sejam iniciadas já nos próximos meses. “Um dos destaques do projeto são os espaços gastronômicos. Um dos restaurantes terá vista panorâmica do rio Negro”, disse. O projeto também prever reabrir, ainda este ano, o zoológico do Tropical Hotel, e o ginásio do local, para realização de eventos.

Hotel Tropical

Inaugurado nos anos 70, o Hotel Tropical fazia parte do grupo Varig, que, na época, era a principal empresa aérea do Brasil. Os 611 apartamentos viviam lotados de celebridades que visitavam a região. Mas, a falência da Varig também derrubou o grande hotel da selva. O primeiro leilão do Hotel ocorreu no dia de 11 de fevereiro deste ano. No entanto, o vencedor do leilão não pagou o valor acordado no arremate do imóvel.

A empresa Geretepaua Engenharia LTDA, que apresentou a segunda maior proposta do leilão, então foi chamada, mas explicou que “as alterações econômicas trazidas pela pandemia da Covid-19 tornou sua proposta insustentável”. A desistência da empresa foi apresentada no dia 15 de abril e a juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 4ª Vara Empresarial do tribunal, em um despacho proferido no dia 24 de agosto, entendeu que a decisão ocorreu por motivos de força maior, o que justificou a retirada da oferta.

A terceira licitante, a empresa Nyata Serviços Financeiros LTDA/Agropecuária Brilhante LTDA, também não pagou o lance dado no leilão e, segundo o TJ-RJ, não apresentou justificativas sobre o não pagamento. No despacho do dia 24 de agosto, a juíza Maria Cristina de Brito Lima estipulou uma multa de 20% sobre o lance oferecido pelas empresas, a ser depositado em conta judicial a favor do Hotel. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o administrador judicial dos bens do hotel foi notificado sobre a desistência dos três licitantes, e será feita um a nova oferta pública.

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